Quem anda de bicicleta também usa o autocarro de vez em quando, seja num dia de chuva, seja quando o percurso é longo demais. E num autocarro cheio, cada pessoa tem pouco espaço, muito cansaço e pouca paciência. Pequenos gestos de atenção fazem uma grande diferença. Não custam nada, e tornam a viagem mais agradável para todos, inclusive para quem os faz. Um autocarro cheio é, no fundo, um pequeno pedaço da cidade em movimento.
Pequenos gestos, grande diferença
Ao entrar, avance para o interior e liberte a zona da porta. Tire a mochila das costas e leve-a à frente ou no colo, para ocupar menos espaço e não bater nos outros ao virar-se. Se levar sacos, pouse-os junto aos pés. Peça licença com um sorriso quando precisar de passar. Um simples com licença abre caminhos e evita mal-entendidos.
Ceda o lugar a quem mais precisa, como pessoas mais velhas, grávidas, quem leva crianças ao colo ou quem se aguenta com dificuldade. Repare em quem parece cansado ou pouco firme. Muitas vezes essas pessoas não pedem, por timidez, e um convite gentil é muito bem recebido. Não é preciso esperar que alguém peça ajuda para a oferecer. E se alguém lhe oferecer o lugar, agradeça com simpatia, mesmo que decida recusar.
Deixe sair antes de entrar e não bloqueie a porta. Se estiver na zona de saída, lembre-se de que as pessoas precisam de tempo para passar entre os outros. Segure-se bem quando o autocarro arranca ou trava, para não se desequilibrar sobre os outros. Um pouco de paciência com quem se move devagar ajuda a manter um bom ambiente para toda a gente. Se alguém esbarrar em si, lembre-se de que foi quase de certeza sem querer.
Fale baixo ao telemóvel ou evite falar, e mantenha o som dos auscultadores num nível que não incomode quem está ao lado. Se levar um objeto grande, pense com antecedência em como não atrapalhar. Cumpra as regras que se aplicam no local onde viaja, e lembre-se de que uma viagem cheia é passageira. Boa disposição e gentileza tornam qualquer trajeto mais leve.